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MORRE PACIENTE CONTAMINADO EM MUTIRÃO DE CIRURGIA DE CATARATA NO ABC

Morreu um dos 21 pacientes que tiveram infecção após cirurgias de catarata em São Bernardo de Campo, no ABC. O aposentado Pelegrino Riatto, de 77 anos, teve uma parada cardíaca. Para a família, foi uma consequência da cirurgia nos olhos, já que por causa da infecção ele teve que ficar muito tempo sem tomar um remédio para evitar trombose. O paciente teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e complicações por causa da falta da medicação.

Por isso, é importante conhecer o médico especialista, ter indicações, verificar o ambiente da clinica, se está com credenciamento em dia e atendendo as normativas de saúde para não ter nenhum problema na hora da cirurgia.

As cirurgias de catarata foram feitas no dia 30 de janeiro, no Hospital das Clínicas de São Bernardo. Depois disso, os pacientes tiveram infecção nos olhos. O Instituto de Oftalmologia da Baixada Santista, que agendou os procedimentos, disse que a infecção foi causada por uma bactéria, mas defendeu que o cirurgião capacitado para fazer as operações encaminhou os pacientes para tratamento assim que percebeu o problema.

Ainda segundo o instituto, os materiais usados nas cirurgias tinham registro na Anvisa e que foram esterilizados de acordo com o padrão do hospital. Em nota, a Prefeitura de São Bernardo do Campo lamentou a morte do aposentado e informou que o hospital encaminhou o corpo para o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), da cidade de São Paulo, para biópsia. O SVO deve emitir relatório sobre as causas da morte.

O aposentado Expedito Batista é uma das vítimas da infecção após a operação. Ele decidiu fazer a cirurgia buscando maior qualidade de vida e continuar realizando uma de suas paixões, viajar de carro, como condutor. "Eu tinha 70% da minha visão. Entrei bem pra operar, pra melhorar. E perdi totalmente a visão do lado direito", contou.

A perda da visão é definitiva, disseram os médicos que já operaram o aposentado mais duas vezes para combater a infecção por uma bactéria. Segundo informações recolhidas pelas famílias, pelo menos 15 pessoas perderam a visão e 10, o próprio globo ocular. Os parentes se organizam para processar o hospital.

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