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DEPUTADOS E SENADORES RETOMAM TRABALHOS

O recesso parlamentar está chegando ao fim e de um lado, o Palácio do Planalto tenta juntar forças em sua base aliada para impedir o avanço do impeachment da presidente Dilma Rousseff e do outro, a oposição que vai trabalhar pelo afastamento da petista, com obstruções e promessas de endurecimento de discursos.

Nesse impasse quem mais sai perdendo é o Brasil que fica paralisado com politicagens e mergulha nessa crise moral sem precedentes. Essa crise moral gera a crise política e econômica e está massacrando a população com a alta dos preços, o desemprego e a falta de serviços básicos.

É nesse clima que deputados e senadores retornam ao Congresso após cerca de um mês e meio de recesso. Apesar dos ânimos acirrados, cada Casa lidará de modo diferente com o início do ano.

Enquanto na Câmara a promessa é travar os trabalhos até que o rito do impeachment seja esclarecido pelo STF (Supremo Tribunal Federal), a dúvida é se o Senado continuará sendo o bastião de salvaguarda do Planalto.

A comissão especial da Câmara que analisará o pedido de afastamento de Dilma deve ser instalada até março. A novela, contudo, começa nesta semana.

O presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), vai protocolar no STF embargos de declaração para questionar a decisão dos ministros de proibir que a eleição do colegiado seja secreta e para que se dê com a participação de chapas avulsas.

Enquanto aguarda a Corte se manifestar, a ordem de Cunha é que nenhuma comissão temática eleja presidente. Com isso, o peemedebista pressiona o governo, que precisa dos colegiados funcionando para ver projetos de interesse aprovados. De quebra, se beneficia ao paralisar, por consequência, o processo de cassação de seu mandato no Conselho de Ética.

Nesse clima de tensão, a liderança na Câmara do maior partido da base aliada, o PMDB, também está em jogo. A disputa está entre a reeleição do aliado do Planalto, Leonardo Picciani (RJ), e o afilhado de Cunha, Hugo Motta (PB). O cargo é determinante no quebra-cabeça que o governo precisa montar para reconstruir maioria na Casa.

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