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MÉDICOS DO INSS DEVEM VOLTAR AO TRABALHO NO DIA 25 EM "ESTADO DE GREVE"

Os médicos peritos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), em greve há mais de 4 meses, decidiram nesta segunda-feira (18) que vão voltar ao trabalho daqui a uma semana, no dia 25, segundo a Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP), que representa os trabalhadores.

O que foi decidido é um retorno ao estado de greve. No estado de greve, a categoria volta a atender, mas continua negociando suas reivindicações com o governo e pode cruzar os braços novamente.

Os mais prejudicados nesse embate entre peritos e governo são os trabalhadores, aposentados, pensionistas e idosos que precisam de atendimento nas agências do INSS. A cada dia de paralisação mais e mais pessoas se acumulam para atendimento, como uma bola de neve. O atendimento que já funciona com certa lentidão, sem o atendimento mínimo gera filas e mais filas e só agrava a situação.

Esse problema é resultado da falta de gestão e liderança do governo que não consegue sequer administrar os problemas de defasagem salarial e quadro de funcionários da própria previdência. Como querem cuidar do dinheiro do trabalhador se não conseguem nem administrar internamente essa Instituição tão importante para o trabalhador e aposentado? Se o governo não sabe lidar com seus problemas que convoque a população para apresentar soluções e não fique paralisando o país.

Hoje a categoria cumpre a determinação de manter 30% dos médicos trabalhando. No dia 25, serão 100% deles. A perícia é exigida para conseguir o auxílio-doença, aposentadoria especial por invalidez e para voltar ao trabalho depois da licença.

Os médicos peritos pedem aumento salarial de 27,5%, em no máximo duas parcelas anuais, redução da carga horária de 40 horas para 30 horas semanais, a recomposição do quadro de servidores e o fim da terceirização da perícia médica. As negociações com o governo, no momento, estão paralisadas, segundo a ANMP.

A exigência dos médicos de redução da jornada de trabalho, de 40 para 30 horas semanais, sem perda de remuneração, no entanto, é um ponto de discordância.

A greve dos médicos peritos do INSS é a paralisação mais longa da categoria, segundo a ANMP. Por causa da paralisação, o tempo médio de espera para o agendamento passou de 20 dias para 80 dias. Segundo o INSS, 1,3 milhão de perícias deixaram de ser feitas desde 4 de setembro do ano passado, quando a paralisação começou. A ANMP afirma que o número passa de 2 milhões.

Com a greve, muitos segurados estão sem receber os benefícios porque não conseguem ser atendidos por um médico perito. Até o fim de dezembro, cerca de 818 mil pedidos de concessão de benefícios estavam represados em função da greve, de acordo com o INSS.

Em nota, a autarquia afirmou que os benefícios não recebidos serão pagos de acordo com a primeira data agendada e que adotou medidas administrativas para garantir a continuidade do pagamento àqueles que tentaram e não conseguiram agendar perícia médica para prorrogação do benefício.

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