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DELCÍDIO DIZ QUE RECEBEU FILHO DE CERVERÓ 'POR QUESTÃO HUMANITÁRIA'

A JUSTIÇA DEVE SER FEITA! O Brasil enfrenta a maior crise moral, política e econômica da história. Vergonhoso vermos políticos que deveriam trabalhar para o povo roubar bilhões. Os culpados devem ser punidos a lei deve ser uma só para todos. Os brasileiros não merecem mais esse governo cruel! Vergonha nacional esse escândalo e agora não tem como negar que não sabia de nada se até o LÍDER DE GOVERNO está preso.

Preso por suspeita de obstrução à Operação Lava Jato, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS)declarou à Polícia Federal nesta quinta-feira (26) que por uma "questão humanitária" e para "dar uma palavra de conforto" manteve reuniões com o filho do ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró, Bernardo, mas negou ter cometido irregularidade sou tentado prejudicar a investigação.

As informações foram prestadas pelo advogado de Delcídio, Maurício Silva Leite.

Delcídio foi preso depois que Bernardo entregou à Procuradoria-Geral da República a gravação de uma conversa na qual o parlamentar discute influência política sobre ministros do STF para tentar libertar Cerveró e um plano de fuga para o Paraguai e Europa.

O ex-diretor da Petrobras está preso na carceragem da Polícia Federal de Curitiba (PR) e fechou um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal no qual fez acusações contra Delcídio.

A conversa entre o filho de Cerveró, um advogado dele, Edson Ribeiro, e Delcídio ocorreu no início de novembro, no momento em que a delação estava sendo negociada com o Ministério Público.

No depoimento à PF, que durou cerca de quatro horas e foi prestado a dois procuradores da República e um delegado federal na Superintendência da PF em Brasília, o parlamentar disse que foi procurado pelo filho de Cerveró para que "intercedesse" em habeas corpus impetrados em tribunais superiores em favor de seu pai.

Delcídio disse que anotou os pedidos e prometeu "encaminhá-los", mas afirmou que "jamais" discutiu com ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) o andamento dos processos relativos a Cerveró.

Delcídio disse que nos últimos anos manteve reuniões apenas "institucionais" com ministros do STF e "ultimamente" e "nos últimos meses" não se reuniu com nenhum dos ministros citados na gravação, Teori Zavascki, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

De acordo com o advogado de Delcídio, poderão ocorrer novos depoimentos nos próximos dias, pois alguns temas tratados na gravação feita por Bernardo não foram objeto de perguntas no primeiro depoimento, como o suposto oferecimento de uma mesada de R$ 50 mil para que Cerveró não fizesse a delação premiada com a Procuradoria ou o próprio suposto plano de fuga para o ex-diretor da Petrobras.

Segundo os investigadores, Delcídio temia uma delação premiada de Cerveró porque outro delator, o lobista Fernando Soares, o Baiano, havia dito que fora orientado por Cerveró a pagar entre US$ 1 milhão e US$ 1,5 milhão ao senador para quitar dívidas da campanha eleitoral de Delcídio de 2006. Os pagamentos foram feitos, segundo Baiano, por meio de um "amigo de infância" do senador.

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