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CARTA DIRECIONADA A COBAP – Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos

Publicamos abaixo na íntegra carta entregue a Diretoria da COBAP durante a reunião do Direx e Coref na sede da COBAP em Brasília no dia 11 de novembro de 2015.

A Federação das Associações e Departamentos de Aposentados, Pensionistas e Idosos do Estado de São Paulo, FAPESP, discorda do posicionamento da Direção da COBAP ao acusar a Federação de São Paulo de denegrir a imagem da COBAP.(matéria publicada no site e Facebook da Cobap).

Em nenhum momento ofendemos ou acusamos alguém ou a própria Diretoria da COBAP, afinal, Confederação, Federações e Associações são os APOSENTADOS. São os aposentados que fazem a Entidade e não ao contrário. Nosso compromisso é lutar pelo bem-estar e dignidade dos aposentados e idosos. Prezamos pela UNIÃO e não por acusações. Apresentamos projetos, ideias para fortalecer nossas Entidades e nosso movimento. Não manipulamos a verdade, e o que mais lutamos e prezamos é pela TRANSPARÊNCIA. Se trabalhar para o aposentado é ser oposição então a FAPESP é sim oposição!

Não somos contra a COBAP, pois a COBAP são todos os aposentados, pensionistas e idosos filiados: não somos contra nós mesmos. Somos contra é a falta de um projeto nacional que tenha realmente a possibilidade de vitória na correção dos nossos salários. Há mais de 15 anos que lutamos, lutamos e não conseguimos nada. A história destes 15 anos sem vitória mostra-nos que o modelo de luta atual está errado. Sem salário justo não temos dignidade. Somente com um projeto nacional teremos credibilidade.

A FAPESP apresentou um projeto exatamente para mudar os rumos do movimento dos aposentados e idosos, resgatando as bases para o movimento e ouvindo a posição dos outros. Infelizmente muitos só falam que é necessário, não fazem o que é preciso, não trabalham com suas bases, não constroem um caminho de DIÁLOGO, ENTENDIMENTO AO PRÓXIMO.E este trabalho tem que ser desenvolvido pelas Federações e principalmente pelas Associações com uma coordenação nacional.

O amigo Iburici afirmou que nossa ação para se ter resultados deve ser no Congresso Nacional, o que concordamos plenamente. Porém para se ter ação no Congresso Nacional é absolutamente necessário que coloquemos nossos aposentados que estão na base em ação. Precisamos do movimento de rua e devemos começar com a eleição a vereador em 2016. Devemos eleger pelo menos 1.000 (um mil) vereadores no Brasil. É um número modesto. Podemos eleger até o presidente da República com as nossas bases.

Hoje no Congresso Nacional somente iremos vencer se tivermos uma capacidade de conquista e de articulação muito grande. Levar 200 ou 50.000 mil pessoas a Brasília sem ação nas bases não fará o Congresso Nacional ser favorável a nós a não ser que interesse para os parlamentares.

Na eleição em Maceió deveriam estar presentes mais de 660 delegados de todo o país e na hora da eleição só havia 289 presentes, portanto não é só nós de São Paulo que somos oposição. Cadê o resto dos delegados? Uma democracia é constituída de opiniões diferentes e são essas opiniões que dão ao gestor a possibilidade de mudar e ajustar os rumos do movimento.

Ouvir é melhor do que julgar. Como na passagem do Evangelho de Jesus Cristo, escrito por São Marcos (Mc 7,31-37) “A cura do surdo mudo” deixa claro que aquele homem comunica-se mal porque não ouvia bem. E esse é o grande mal que hoje não permite a comunicação entre os homens criados à imagem do criador. Ninguém mais se dispõe a ouvir o seu próximo e na grande maioria das vezes nem mesmo sabe quem é seu próximo. Quando aceitamos Deus nas nossas vidas temos somente gratidão e amor ao próximo. Buscamos união e compreensão. Mas infelizmente todo mundo fala e ninguém ouve.

A partir do momento que toda Diretoria foi eleita e aclamada pela maioria ela deve governar para todos, inclusive para aqueles que não votaram a favor. Em uma verdadeira democracia deve-se aprender a OUVIR O PRÓXIMO, SOMAR FORÇAS e acima de tudo RESPEITAR!

Não somos nem de longe derrotados como publicaram, mas somos sim a favor de um projeto nacional que crie condições de vitória à nossa gente. Nós de São Paulo fizemos nosso papel e mostramos que temos condições de encontrar novos caminhos para se conquistar a vitória.

Elencamos abaixo alguns dos motivos do nosso voto contrário:

Em 2012 na alteração estatutária, os delegados de São Paulo e Rio Grande do Sul não puderam votar devido a programação de voos para Salvador, Bahia.

Somos contra as Assembleias Ordinárias, tais como eleição e mudança de estatuto em Congressos já que determinados assuntos não cabem ser discutidos em lugares destinados ao turismo. Os eventos nacionais e internacionais deveriam acontecer apenas de 2 em 2 anos para que Federações e Associações façam seus Seminários regionais já que conhecimento começa na base.

A FAPESP não recebeu comunicado pedindo indicação dos dois diretores para a Executiva da Cobap. Em resposta, a Confederação alega que não havíamos indicado ninguém e simplesmente indicaram o que acharam conveniente. Para todas as federações foram enviadas ficha de inscrição e para São Paulo não.

A criação da Central dos Aposentados é precipitada. Seria necessário um estudo e organização com mais cautela. Criar Entidades não muda a vida do aposentado. Convoca-se uma reunião com Presidentes de Federação e sem constar em pauta criam uma Central. Esse assunto deveria ser primeiramente discutido nas bases e a partir daí criar uma central.

Criticamos tanto o governo com a criação da CPMF e o que fazemos? Aprovamos a criação de mais tributos dentro do nosso próprio movimento. A postura da Assembleia do 23° Congresso Nacional de Aposentados, Pensionistas e Idosos – CNAPI em majorar o valor a ser descontado para 1,7% foi idêntica do governo federal ao querer criar a CPMF. Como criticar se estamos tomando a mesma postura? As bases com certeza terão dificuldade de aprovar essa decisão num primeiro momento.

Deixamos de defender com ênfase a aprovação do PL 4434/08. É esse PL o nosso maior trunfo.

A vida nos ensina como viver em sociedade: No ambiente família, na escola, no trabalho como também na área social e política, enfim podemos concluir que a experiência é a grande lição que adquirimos ao longo da nossa vida. Também como experiência e historicamente comprovado, o melhor regime político conhecido é o “democrático”, no qual vivemos hoje em nosso país, que permite-se a liberdade com responsabilidade em todos os aspectos. No regime democrático é respeitado todas as diferenças: raça, cor, religião, classes sociais, opção sexual, ideológicas, minorias, diferença de opinião, etc.

Se queremos conquistar uma vida justa e digna aos aposentados devemos agir e trabalhar muito. Precisamos querer e fazer sem oportunismo e sem egos inflados e com muita humildade paciência e perseverança.

PRECISAMOS ACABAR COM FALSAS PROMESSAS DO GOVERNO E CONGRESSO E AGIR DENUNCIANDO NOMINALMENTE TODOS QUE FOREM CONTRA OS APOSENTADOS E IDOSOS.

NINGUÉM É TÃO GRANDE QUE NÃO POSSA APRENDER, NEM TÃO PEQUENO QUE NÃO POSSA ENSINAR!

Atenciosamente,

DIRETORIA

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