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GREVE DOS SERVIDORES DO INSS CHEGA AO FIM

Após mais de 70 dias, a greve os servidores aceitaram a proposta de aumento do governo: 10,8%. Uma parte será paga em agosto do ano que vem, e outra em janeiro de 2017.

Os funcionários pediam reajuste salarial de 27,5%, a incorporação das gratificações, 30 horas de trabalho semanal para todos os funcionários, realização de concurso público e melhoria das condições de trabalho.

Além dos servidores administrativos, os peritos do INSS também estão em greve em todo o país. A paralisação começou no último dia 4 e, segundo a Associação Nacional dos Médicos Peritos em Previdência Social, ainda não há previsão de fim do movimento.

Segundo o sindicato que representa os funcionários, 15 milhões de pessoas deixaram de ser atendidas nesse período de paralisação. Com a paralisação dos servidores, os agendamentos de pedidos de aposentadoria estão ficando para o ano que vem, na capital e na Grande SP, e quem tinha data marcada teve que reagendar.

Os funcionários tem o direito de reivindicar melhores condições de salário e trabalho, mas o governo deveria ter aberto para negociações rapidamente. Enquanto não escutam os funcionários milhares de pessoas ficaram sem atendimento.

Os mais prejudicados nesse embate entre servidores e governo são os trabalhadores, aposentados, pensionistas e idosos que precisam de atendimento nas agências do INSS. A cada dia de paralisação mais e mais pessoas se acumulam para atendimento, como uma bola de neve. O atendimento que já funciona com uma certa lentidão, sem o atendimento mínimo gera filas e mais filas e só agrava a situação.

Esse problema é resultado da falta de gestão e liderança do governo que não consegue sequer administrar os problemas de defasagem salarial e quadro de funcionários da própria previdência. Como querem cuidar do dinheiro do trabalhador se não conseguem nem administrar internamente essa Instituição tão importante para o trabalhador e aposentado? A CRISE DO GOVERNO ESTÁ PARALISANDO O PAÍS.

Por isso, é necessário que o governo adote novamente a administração quadripartite, de índole democrática e descentralizada, envolvendo os trabalhadores, os empregadores, os aposentados e o Poder Público. A Previdência Social não deve estar dentro do governo, mas ao lado dele. A paralisação é reflexo a falta de respeito e compromisso com o trabalhador, aposentado e pensionista que paga o preço da incompetência governamental tendo salários corrigidos abaixo da inflação e um atendimento demorado. Falta gerenciamento do governo que esquece, não cuida da Previdência.

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