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PERITOS DO INSS ANUNCIAM GREVE A PARTIR DE SEXTA

O atendimento nos postos do INSS, já prejudicado pela greve dos funcionários administrativos do órgão, tende a ficar pior a partir de sexta feira, quando terá início a paralisação dos médicos peritos da Previdência Social.

O maior impacto será sobre a concessão e a renovação de benefícios por incapacidade, como o auxílio-doença e a aposentadoria por invalidez. Mas a greve afetará também outro setores do governo.

Durante a paralisação, 30% dos profissionais realizarão o atendimento nas agências da Previdência, segundo o presidente da ANMP (associação dos médicos peritos), Francisco Cardoso. Entre as exigências da categoria estão reajuste salarial de 27%, além de melhoria das condições de trabalho.

Ontem, o agendamento de perícias ficou indisponível pela internet e por telefone. O INSS informou não haver relação entre a falha e a greve. O instituto não comentou sobre a paralisação.

O trabalhador que pretende se aposentar neste ano pode ter que adiar esse plano. Após 53 dias de greve dos servidores do INSS, grande parte das agências do órgão na capital paulista só agenda pedidos do benefício por tempo de contribuição para 2016.

A FAPESP se posiciona contrária a paralisação dos servidores do INSS. Os mais prejudicados nesse embate entre servidores e governo são os trabalhadores, aposentados, pensionistas e idosos que precisam de atendimento nas agências do INSS. A cada dia de paralisação mais e mais pessoas se acumulam para atendimento, como uma bola de neve. O atendimento que já funciona com uma certa lentidão, sem o atendimento mínimo gera filas e mais filas e só agrava a situação.

Esse problema é resultado da falta de gestão e liderança do governo que não consegue sequer administrar os problemas de defasagem salarial e quadro de funcionários da própria previdência. Como querem cuidar do dinheiro do trabalhador se não conseguem nem administrar internamente essa Instituição tão importante para o trabalhador e aposentado?

Por isso, é necessário que o governo adote novamente a administração quadripartite, de índole democrática e descentralizada, envolvendo os trabalhadores, os empregadores, os aposentados e o Poder Público. A Previdência Social não deve estar dentro do governo, mas ao lado dele. A paralisação é reflexo a falta de respeito e compromisso com o trabalhador, aposentado e pensionista que paga o preço da incompetência governamental tendo salários corrigidos abaixo da inflação e um atendimento demorado. Falta gerenciamento do governo que esquece, não cuida da Previdência.

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