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IMPASSE NO CONGRESSO || A VACA CONTINUA TOSSINDO.. Votação das MPs 664 e 665 expõe divisão da base aliada

As MPs 664 e 665 poderão ser votadas nesta quarta-feira pelo Plenário da Câmara dos Deputados. Os Deputados contrários às MPs do ajuste fiscal alertaram sobre a restrição a direitos trabalhistas e protestaram contra o governo. A discussão ocorreu na Comissão Mista onde foram aprovadas as alterações na MP 664 mostrou uma divisão de posições entre partidos da base aliada.

PEDIMOS A DERRUBADA DAS MEDIDAS PROVISÓRIAS QUE RETIRAM DIREITOS DOS TRABALHADORES E EMPURRAM O AJUSTE FISCAL PARA O BOLSO DO TRABALHADOR. NÃO PODEMOS PERMITIR ISSO!

O líder do PMDB, deputado Leonardo Picciani (RJ), disse que o partido não votará a medida sem compreender melhor a posição do PT sobre o texto. “Não votaremos a MP 665 amanhã [quarta-feira], não mais, até que o PT nos explique o que quer. Se for o caso, feche questão para votação das matérias do ajuste fiscal. Se não for assim, não contem conosco. Se há dúvidas e se o País não precisa desse remédio amargo, não vamos empurrar essa conta no trabalhador.”

O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) disse que, "se o PT não votar o ajuste, só tem um caminho para Dilma, renunciar. "O PMDB só vai votar se o PT vier também”, afirmou.

O líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), procurou esfriar os ânimos e pediu mais diálogo com o principal aliado da base governista.

O líder do PDT, deputado André Figueiredo (CE), afirmou que todos os 19 parlamentares da legenda votarão contra a medida. “Tirar de quem tem pouco, preservando quem tem muito, é injusto. A presidente Dilma talvez não queira o que está acontecendo hoje no Brasil. Cabe aos partidos dar resposta”, disse Figueiredo.

Pela oposição, o líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), afirmou que, com as medidas provisórias, o governo quer empurrar o ajuste fiscal nas costas do trabalhador.

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