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NOTA DE PESAR



É com grande pesar que comunicamos o falecimento do senhor João Justo Dias de Sá aos 99 anos de idade. Ex- combatente de guerra, professor, advogado, pai, esposo, filósofo, sociólogo, sempre prezou pelo trabalho social, foi vereador, maestro e administrador. Participou ativamente das ações da Associação dos Aposentados de Campo Limpo Paulista como Diretor da Entidade e foi um dos fundadores da Associação.

A vida é a nossa ressurreição com Ele. Ressuscitar é viver para sempre e temos a certeza que iremos todos nós encontrar na graça do Bom DEUS. A lembrança sempre continuará viva, presente e nunca irá desaparecer. Deus agora recebe em Seus braços.

Em nome da FAPESP e toda Diretoria o nosso profundo pesar a toda família e amigos de Campo Limpo Paulista. JESUS ESTÁ COM VOCÊ! Pedimos que o Bom DEUS CONFORTE a família e amigos. A todos nosso abraço FRATERNO. AMÉM!

Abaixo reportagem feita para o Jornal Experientes em Março de 2016.

UMA VIDA QUE NÃO CABE EM PALAVRAS: JOÃO JUSTO DIAS DE SÁ

Exemplo. Essa palavra pode definir a vida de João Justo Dias de Sá mas é difícil descrever todo trabalho social realizado ao longo de tantas décadas. Uma vida que serve de exemplo para gerações e para construção de um país melhor. Ex-combatente de guerra, professor, advogado, pai, esposo, filósofo, sociólogo, sempre prezou pelo trabalho social, foi vereador, maestro e administrador. Hoje, aos 97 anos mostra que a idade não interfere na sua garra de vida. Participa ativamente das ações da Associação dos Aposentados de Campo Limpo Paulista como Diretor da Entidade.

Ao chegar ao acolhedor lar do senhor Justo, parecia que nos conhecíamos há anos, de tão bem recebidos e acolhidos que fomos pela filha Cecilia Dias de Sá, João Justo Dias de Sá e sua esposa Wanda Miceli Dias de Sá que estão casados há mais de 70 anos e nos dão uma aula de companheirismo e parceria.

Nossa conversa começou falando da saída do internato para a guerra. Logo jovem, a vida de João Justo foi atribulada. Foi convocado para ser um dos combatentes na Segunda Guerra Mundial na Itália e lá ele ficou como pracinha, como eram conhecidos os soldados brasileiros na Grande Guerra, durante 1 ano e 1 mês.

Ao voltar para o Brasil, senhor Justo retomou sua vida, e já que no seminário havia se formado em música, psicologia, filosofia, sociologia usou o conhecimento adquirido e trabalhou e muito, deu aula na PUC, fez faculdade de Direito e chegou ao incrível número de 6 faculdades! Aposentou-se como Diretor do serviço social do magistério no Fórum João Mendes, em São Paulo.

Ao se aposentar, João Justo nunca pensou em parar, pelo contrário, deu assessoria no conselho de tutelar, assessoria aos aposentados, por ter estudado música e ser maestro, formou o primeiro coral da cidade de Campo Limpo, depois de participar do primeiro coral da Catedral da Sé.

Sr Justo sempre esteve empenhado na causa social e fundou outras entidades como a dos vicentinos de Campo Limpo, até hoje em atividade. Sr Justo nos mostra que o compromisso por um país melhor está na boa vontade e nunca parar de ajudar ao próximo. Como se não bastasse tantos feitos ainda foi provedor do hospital Santa Casa em Jundiaí por 18 anos.

Além de todas as atividades, o Sr Justo foi o primeiro vereador representando o bairro de Campo Limpo em Jundiaí.

Sr Justo destaca que infelizmente a memória não é preservada como dos grandes armazéns antigos usados para armazenar e depois queimar sacas de café depois da queda da bolsa de Nova York, em 1929. Mas com orgulho, ele fez questão de mostrar o primeiro carro da cidade de Campo Limpo, um Ford F1 de 1951 que foi um dos meios de transporte para grande parte da região, servia de ambulância, transporte de material, alimentos e até funerário.

A Associação dos Aposentados de Campo Limpo Paulista quando foi fundada em 1993 convidou os cidadãos mais ativos na causa social para criar o movimento dos aposentados na cidade e logo na fundação da Entidade, o senhor Justo já estava presente. “A importância de fazer parte de uma associação é unir os aposentados para uma luta. Vamos envelhecendo e precisamos de amparo e ajuda um dos outros”, destacou.

O movimento dos aposentados existe e está cheio de experiências histórias de vidas que nos inspiram e servem de exemplo para que nunca desistamos de lutar e fazer um Brasil melhor.

Um agradecimento especial para a Associação dos Aposentados de Campo Limpo Paulista que nos auxiliou e indicou a realização desta reportagem, em especial, o senhor Antônio Vicente Duarte, Altaides Alves , Divanir Narvais Garcia e o Presidente Sr. Mário Candia.

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