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ESTAMOS DE OLHO! INSS PODE SUSPENDER ATENDIMENTO EM METADE DOS POSTOS!

A FAPESP segue em alerta quanto a essa possibilidade de suspensão de metade dos atendimentos dos postos do INSS. As notícias veiculadas dia 30 de julho no Jornal O Globo e 09 de julho no Correio Braziliense mostram a dificuldade financeira de vários órgãos públicos, dentre eles o INSS.

Sem receitas para garantir o cumprimento da meta fiscal de 2017, de déficit primário de R$ 139 bilhões, a equipe econômica já foi obrigada a contingenciar quase R$ 45 bilhões em gastos discricionários. Com isso, falta dinheiro não apenas para manter serviços prestados à população, mas também para o pagamento de contas de água, luz, limpeza e segurança. Os atrasos são generalizados e pode haver uma paralisia total, o chamado shutdown, por falta de verbas.

Para não fechar postos de atendimento do INSS, o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, arrancou do Ministério do Planejamento a promessa de que R$ 600 milhões que o governo vai conseguir com a edição de uma medida provisória (MP) pela qual o governo vai cobrar a devolução de benefícios pagos indevidamente a pessoas que já morreram serão destinados à pasta. O INSS tem 1.563 agências de atendimento em todo o país.

Segundo fontes, o Ministério do Planejamento cortou mais de 40% dos recursos disponíveis para o funcionamento das agências do INSS. Há mais de três meses, o presidente da instituição, Leonardo Gadelha, vem conversando com o Planejamento em busca de uma solução, pois o dinheiro disponível para manter os postos de atendimento abertos praticamente acabou. Se nada for feito, o INSS terá que anunciar um plano especial para atender a população como reduzir o horário de atendimento a trabalhadores, aposentados e pensionistas, fechamento de postos menos procurados, remanejando os atendimentos ou o fechamento total de pelo menos metade das agências.

Um técnico do INSS diz que nunca viu uma situação tão dramática. “Falta dinheiro para tudo. Estamos operando no limite da irresponsabilidade. Não por acaso, as pessoas têm reclamado demais do atendimento. O estresse é total”, ressalta. Para ele, o governo precisa ver, urgentemente, o que realmente é prioridade, pois o corte de despesas não pode ser feito de forma aleatória, sob o risco de revolta da população que paga impostos pesadíssimos.

Informações das reportagens:

http://blogs.correiobraziliense.com.br/vicente/sem-dinheiro-inss-pode-suspender-atendimento-em-metade-dos-postos/

https://oglobo.globo.com/economia/com-aperto-no-orcamento-orgaos-publicos-correm-risco-de-paralisia-total-partir-desta-semana-21646970

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